As disfunções do assoalho pélvico normalmente são associadas aos adultos. Entretanto muitas crianças sofrem de condições que são comuns, mas fora da normalidade que podem gerar traumas para a criança e sobrecarregar a família. Uma destas disfunções é a enurese noturna (perda urinária noturna) a qual pode iniciar na infância e permanecer até mesmo na fase da adolescência. Além de fatores psicológicos, hereditariedade, falta de maturidade neurológica para controlar o esfíncter e até o sono muito pesado estão entre as causas mais prevalentes do problema.
Segundo a Sociedade Internacional de Continência Infantil (ICCS) as crianças até os quatro anos de idade já devem ter adquirido a continência urinária diurna, e até os cinco anos a continência urinária noturna. O tratamento dos pacientes com disfunção urinária pode ser farmacológico e com o suporte de psicoterapia. A fisioterapia pélvica atua de forma a orientar tanto a criança quanto a família sobre o posicionamento miccional, hábitos urinários, ingestão de líquidos, prevenção da constipação, o uso de diário miccional, treinamentos com auxílio de alarmes. O assoalho pélvico também é treinado com o uso de eletroestimulação e exercícios lúdicos através do uso do biofeedback, visando melhorar a coordenação e funcionalidade entre bexiga e musculatura para que as eliminações urinárias sejam adequadas. Estas formas de tratamentos são não invasivas e seguras, sendo bem aceitas pelas crianças.
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Dra. Renata
Fisioterapia